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5 dicas para uma gestão de tesouraria à prova de surpresas

5 dicas para uma gestão de tesouraria à prova de surpresas

A gestão de tesouraria é o processo de gerir os fluxos de caixa das atividades operacionais, de investimento e de financiamento de uma empresa. É um aspeto fundamental da estabilidade financeira de uma organização e contribui para que a empresa evite dificuldades e realize os investimentos mais rentáveis.

Descubra o que é este conceito, quais os benefícios e como implementar na prática.

O que é a gestão de tesouraria?

O papel da gestão de tesouraria é, em primeiro lugar, proporcionar estabilidade financeira às empresas. Mas vai muito além disso – tem como objetivo utilizar os recursos financeiros à disposição da empresa para gerar mais rendimentos.

A gestão de tesouraria envolve a gestão da liquidez imediata, a gestão de cobranças de clientes e de compras. Em termos de atividades que estão sob a alçada da gestão de tesouraria, estas são algumas das principais:

  • Análise dos fluxos de caixa da empresa;
  • Planeamento da liquidez da empresa;
  • Análise e otimização das cobranças;
  • Gestão dos saldos de tesouraria;
  • Monitorização constante das condições do mercado financeiro.

Por exemplo, a gestão de tesouraria permite responder a questões como: Qual seria a melhor aplicação para os resultados obtidos pela empresa no trimestre passado? Se contrair um empréstimo, a quanto tempo deverá ser pago? Qual dos próximos 12 meses será mais crítico a nível de dinheiro em caixa? As taxas de juros oferecidas pelos bancos valem a pena?

Mas para responder a questões como estas é necessário criar um processo regular de gestão de tesouraria.

Como é feita a gestão de tesouraria?

A gestão de tesouraria é, em parte, um processo de planeamento, uma projeção do futuro. Esta projeção implica uma estimativa dos próximos meses, de acordo com o resultado que se prevê que a empresa produza:

  • Se o resultado for positivo, o plano de tesouraria deve mostrar como será aplicado, a que prazos e com que rentabilidade. Por outras palavras, mostra o que será feito com o dinheiro que “sobra” depois da empresa financiar a sua atividade.
  • Se for negativo, deverá apresentar formas de financiamento, taxas de juro e prazos de pagamento. Ou seja, a gestão de tesouraria nestes casos é essencial para mostrar como a empresa se vai manter em atividade durante os meses em que não se consegue financiar com capitais próprios.

Este é um processo delicado e sujeito a alterações, e que deve ser revisto com regularidade. Em particular, as empresas sazonais podem sentir maior dificuldade em fazer planos de gestão de tesouraria devido ao longo espaço de tempo que decorre entre picos de faturação. Mas é nestes casos que um bom planeamento pode ser mais útil e evitar dificuldades. De forma geral, a gestão de tesouraria é importante para qualquer empresa pois só assim é possível tomar decisões atempadas com base em dados.

No entanto, para o fazer de forma eficiente é importante seguir algumas recomendações.

5 boas práticas para a correta gestão de tesouraria

A gestão de tesouraria deve seguir um conjunto de boas práticas que ajudam a clarificar conceitos e a trazer benefícios concretos para a empresa. Estas são algumas das mais importantes.

#1 Planeie resultados, entradas e saídas

O planeamento financeiro é uma rotina essencial para reduzir as incertezas associadas à projeção do fluxo de caixa. Ao planear, crie uma tabela em que cada coluna representa cada um dos próximos 12 meses. 

  • Na primeira linha “Faturação”, faça uma estimativa das receitas que espera que a empresa consiga a cada mês. 
  • Na segunda linha “Entradas de dinheiro”, escreva o montante que irá receber em cada mês, tendo em conta os prazos de pagamento dos clientes e rendimentos de outros investimentos.
  • Na linha 3 escreva os valores que prevê para “Faturas Recebidas”, passadas pelos seus fornecedores
  • Na linha 4 registe as “Saídas de Dinheiro”, tendo em conta o seu prazo de pagamento médio que tem acordado, mas também datas de impostos e pagamento de juros
  • Na linha 5, “Resultados”, subtraia as entradas pelas saídas e apure o resultado da tesouraria. 
  • Na linha 6, “Resultados acumulados”, some o valor do resultado de cada mês. Ao primeiro mês, some também o valor em caixa de que a empresa dispõe atualmente. Este é, de forma resumida, o valor de que a organização dispõe para investir (se o resultado for positivo) ou o montante que terá de suprir (se for negativo).
  • Indique nas linhas seguintes as diferentes fontes de financiamento possíveis ou veículos de investimento e distribua o resultado obtido por cada uma.

Desta forma, consegue um planeamento ao mês para o próximo ano, que deve ser atualizado mensalmente.

#2 Utilize as ferramentas certas

Para este planeamento pode utilizar uma simples folha de excel, google sheets ou até um caderno ou folha em branco. Mas as ferramentas de gestão de tesouraria otimizam o trabalho e rentabilizam o tempo para lidar com diferentes situações. Existem opções para cobrir as mais diferentes áreas, desde o controlo de custos e preços, à produção de demonstrações de resultados e auditorias regulares. A seleção das ferramentas mais indicadas para cada organização simplifica a gestão de tesouraria.

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#3 Mantenha um fluxo de caixa atualizado

A gestão de tesouraria é responsável pelo fluxo de caixa da empresa. Para isso, é necessário documentar detalhadamente as entradas e saídas, datas, prazos e outras informações importantes. Sem esta informação detalhada (os extratos bancários apenas não são suficientes) não terá a informação necessária ao planeamento.

#4 Assegurar as reconciliações bancárias

A reconciliação bancária é a comparação entre as informações contidas no banco e as que a tesouraria possui. Esta conferência é a garantia de que nenhum erro passou em branco e que as movimentações financeiras estão corretas. Muitas empresas optam por delegar esta tarefa num contabilista, mas, à medida que o número de transferências e os montantes envolvidos aumentam, cresce a importância de fazer uma verificação exaustiva.

#5 Investir fora de portas

A gestão de tesouraria envolve escolher as melhores aplicações para o resultado obtido. Pode, por exemplo, decidir investir noutra empresa. Ou captar financiamento bancário a taxas de juro apelativas. Tudo isto implica um acompanhamento do mercado, e a capacidade para investir fora das portas da empresa.

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