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Dropshipping: a forma simples de começar o teu negócio online

Dropshipping: a forma simples de começar o teu negócio online

Em 2020, o ecommerce em Portugal atingiu um novo record: 111 mil milhões de euros, um crescimento de 15% face a 2019. Os hábitos de compra dos portuguese não estão a mudar, já mudaram. Os indicadores revelam isso mesmo: uma forte penetração da Internet em Portugal com valores próximos da média europeia, crescimento do número de compradores online, do volume e frequência das compras e aceleração da transformação digital dos negócios das empresas.

Mas o crescimento do ecommerce também trouxe desafios às empresas portuguesas, a começar pela entrega a tempo e horas das encomendas. Neste campo, Portugal encontra-se ainda numa má posição – 43º lugar entre 152 países.

Para acelerar as entregas, reduzir stocks e aumentar o cash flow disponível, tem ganho relevância em Portugal um novo método logístico de processamento de encomendas: o dropshipping.

O que é o dropshipping?

O dropshipping é um método logístico em que uma loja não mantém os produtos que vende em stock. Em vez disso, de cada vez que vende um produto, o negócio que utilize dropshipping compra o artigo ao fornecedor, que o envia diretamente ao cliente final. Como resultado, o vendedor não precisa de manusear o produto diretamente nem mantém stock dentro de portas.

Como muitas vezes os fornecedores são grandes empresas – grossitas ou fabricantes – com uma maior capacidade de distribuição instalada, os clientes acabam por receber o produto mais depressa e com menos erros do que quando cada vendedor trata individualmente dos envios. Mas as vantagens não ficam por aqui.

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As vantagens de começar um negócio de dropshipping

O dropshipping é uma excelente opção para começar um ecommerce porque não exige capital inicial. O empreendedor só compra quando tem a certeza de que efetuou uma venda. Desta forma, qualquer pessoa pode começar um negócio online.

Estas são as principais vantagens:

O dropshipping não exige investimento inicial nem stocks

O modelo de retalho tradicional exige um investimento avultado para arrancar, sob o lema “para vender é preciso ter”, que não se aplica ao dropshipping. Para vender, basta anunciar o produto e, à medida que as vendas forem sendo confirmadas, colocar a encomenda junto do respetivo fornecedor. Como consequência, o montante de investimento inicial é residual, e o dinheiro empatado em stock, de grande magnitude no comércio tradicional, fica assim muito reduzido.

Menor risco de quebra e depreciação

Quanto maiores os stocks de uma empresa, maior o custo para os manter, transportar e armazenar. E existem outros problemas: os produtos em stock ficam desatualizados, podem estar sujeitos a acidentes e a estragarem-se (também conhecido por quebra), a passar de validade, a ficarem danificados ou, simplesmente, serem ultrapassados que os clientes gostem mais.

Com o dropshipping, estas preocupações evaporam-se. Passa a comprar apenas o que os clientes procuram e nas quantidades que lhe pedem a cada momento.

Com o dropshipping não precisa de ser um especialista logístico

Para muitos empreendedores, lidar com os pormenores logísticos do negócio é uma fonte de problemas, que muitos prefeririam eliminar do seu dia-a-dia para se concentrarem no core business.

Também aqui, o dropshipping pode ser uma solução. Como os envios são feitos diretamente do fornecedor para o cliente final, sem passar por si, deixa de ter de se preocupar com a manutenção e renda de um armazém, de uma equipa logística e de uma frota automóvel. Os processos de embalagem, de inventários, de devoluções, de arrumação e de gestão dos níveis de stock são eliminados.

O dropshipping é um modelo flexível e orientado ao crescimento

Quando um negócio está numa fase inicial, é difícil saber exatamente o que procuram os clientes. Por isso, um modelo de negócio flexível faz sentido, e é exatamente esse o pressuposto principal do dropshipping. Em vez de se comprometer com grandes encomendas ao fornecedor, e depois esperar que as suas previsões de vendas se confirmem, com o dropshipping só compra depois da venda estar confirmada.

O dropshipping também potencia o crescimento. Os negócios jovens em rápida evolução tendem a ficar sem espaço de armazém, sem braços para movimentar os produtos, sem carros para os transportar e sem produto para vender, quando tentam fazer tudo internamente. Isto tem a ver não só com o volume elevado de vendas mas também com a sobreposição de pedidos. Mesmo um negócio com vendas reduzidas pode ter o “azar” de uma concentração de encomendas numa determinada altura, e não conseguir dar resposta.

O dropshipping é um modelo escalável: como a capacidade de armazenamento e transporte é subcontratada, se mantiver uma carteira alargada de fornecedores de confiança nunca terá dificuldades em entregar os produtos.

Agora que cobrimos as principais vantagens do dropshipping, vejamos os desafios que esperam as empresas que optam por este caminho.

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Os desafios o dropshipping

O dropshipping não são só vantagens. Existem desafios claros que podem ser acautelados e mitigados. No entanto, a principal desvantagem não pode ser contornada.

O dropshipping leva a margens inferiores

As margens mais baixas são a principal desvantagem. Com o dropshipping, o custo unitário é superior, uma vez que tem de subcontratar os serviços de armazenamento e envio, e não tem acesso a eventuais descontos de compras em grande quantidade.

Por este motivo, os negócios que optam pelo dropshipping são confrontados com uma margem unitária direta (= PVP – custos diretos unitários) inferior, mesmo que depois poupem nos custos indiretos.

Para mitigar este problema, é importante selecionar um setor de mercado em que os custos logísticos representem uma baixa proporção do preço do produto. De outra forma, pode até nem conseguir implementar o dropshipping no seu negócio.

Um exemplo bem conhecido de dropshipping é o negócio dos concessionários automóveis, entre muitos outros. Quando compra um automóvel, o concessionário coloca a encomenda ao fabricante (ou importador) que o envia diretamente para casa do cliente final. Como o preço do transporte do carro é reduzido face ao valor do automóvel, e o valor de ter carros em stock é muito elevado, compensa ao concessionário praticar o dropshipping e abdicar de alguma margem unitária.

Dependência de terceiros

Muitas marcas afastam-se do dropshipping por sentirem que não controlam processos que são cada vez mais vitais em ecommerce – as entregas, o contacto com o cliente e as devoluções.

Este ponto pode ser especialmente importante em alturas de pico (ex.: natal, verão) em que a procura aumenta e o número de fornecedores a operar cai. Nestes casos, pode dar por si a lutar pelo tempo e recursos dos seus parceiros.

O grau de customização da experiência do cliente é inferior porque terá pouca capacidade de influenciar o processo. Por outro lado, se o fornecedor cometer um erro no envio, terá de assumir a responsabilidade, apesar de não ter sido culpa diretamente sua.

Gestão da cadeia logística

Alguns empreendedores sentem que, ao aderir ao dropshipping, estão a trocar uma complexidade por outra. Se, por um lado, deixam de ter de tratar dos processos logísticos internos como armazenamento e envios, passam a ter de gerir um maior número de fornecedores e de encomendas de menor dimensão.

Adicionalmente, o custo de envio pode também variar de acordo com os fornecedores envolvidos, o que complica as contas de transporte para si e para os seus clientes.

Exige automação para ter escala

A partir de um certo volume de compras, muitas empresas sentem dificuldade em gerir o dropshipping.

Por esta altura, é necessário introduzir mais um grau de complexidade: os automatismos que vão fazer funcionar o dropshipping por si. Um exemplo, mais simples, será avisar o fornecedor correto de cada vez que consegue uma nova venda. Outro, mais complexo, seria construir uma ligação entre o fornecedor e a sua loja online que retira o produto do seu site quando o fornecedor não tem stock.

Conclusão: o dropshipping vale a pena?

Não só vale a pena como em muitos casos pode ser a única opção. Para quem está a começar e tem pouco ou nenhum capital disponível para investir, ou prefere testar o mercado antes de entrar com dinheiro, o dropshipping é uma excelente opção porque permite que seja o cliente a decidir. Desta forma, o empreendedor não fica preso a um determinado produto ou fornecedor.

Por outro lado, os custos unitários são mais elevados, o que significa menores margens, logo menor capacidade de reinvestir na empresa e crescer. É também mais difícil personalizar a experiência de entrega e fica mais dependente de terceiros o que, dependendo do seu poder negocial, o pode colocar em cheque perante o cliente em momentos críticos.

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