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7 dicas de cibersegurança para pequenas empresas

Laptop azul e branco ligado

Num mundo cada vez mais digital, o número de ciberataques não para de aumentar, colocando em risco a reputação e a sobrevivência das empresas. Conheça os mais comuns e saiba que medidas tomar para proteger o seu negócio.

O que é cibersegurança e porque é importante?

A cibersegurança é um conjunto de ações destinadas a proteger dispositivos, redes e programas de ataques digitais. Estes ataques têm o objetivo de aceder, alterar ou destruir informações sensíveis, realizar burlas financeiras ou roubar identidades.

A implementação de medidas de cibersegurança é, cada vez mais, um desafio, porque os ataques são mais numerosos, sofisticados e inovadores do que nunca. De facto, têm inclusivamente recebido uma atenção especial nos meios noticiosos, dando conta de grandes marcas que foram atacadas.

Mas apesar do destaque mediático, um dos alvos mais comuns deste tipo de golpes são as pequenas empresas que, por isso, devem ter cuidados especiais.

Quais são os ciberataques mais comuns?

Nem todos os ciberataques são iguais. Diferem na forma de execução, na finalidade e no tipo de vítimas que atingem. Estes são os mais comuns.

Phishing

Os golpes de phishing surgem na forma de mensagens via e-mail, SMS ou sites, que, aparentemente, parecem de fonte confiável, mas que têm como objetivo roubar dados sensíveis, como informações de login ou dados bancários.

Malware

Malware é um tipo de software malicioso que aproveita as vulnerabilidades dos sistemas ou as permissões irrefletidas dos utilizadores para inativar serviços essenciais ou roubar informações. Instala-se silenciosamente nos dispositivos, sem conhecimento dos utilizadores, trabalhando ativamente para fins maliciosos e assumindo, frequentemente, o controlo parcial ou total das operações dos equipamentos. 

Ransomware

Tal como o próprio nome indica, este tipo de ataque “sequestra os dados”; ou seja, torna os dados inacessíveis aos proprietários, e apenas os devolve mediante o pagamento de um resgate. As informações sensíveis das empresas ficam, assim, reféns até que os atacantes vejam satisfeitas as suas exigências. O resgate é, muitas vezes, cobrado em criptomoedas, o que torna o rastreio praticamente impossível. No universo do cibercrime, é uma tendência recente e crescente. 

Ataque de negação de serviço (DDoS)

Este ciberataque, designado por DDoS (Distributed Denial-of-Service), ocorre quando os criminosos acedem em massa a sistemas, redes e servidores através de múltiplos dispositivos preparados para o efeito. O servidor não aguenta essa quantidade elevada e anormal de acessos, e o website deixa de poder funcionar normalmente (fenómeno habitualmente descrito como “ir abaixo”). Não se trata, portanto, de uma invasão do sistema, mas da sua inutilização por sobrecarga.

Browser hijacking

Neste tipo de ataque, os cibercriminosos sequestram o seu browser. Isto acontece quando é invadido por anúncios em massa direcionados a websites duvidosos, ou quando o browser abre páginas web sem parar, de forma autónoma, e sem o seu clique ou consentimento. A forma mais nociva deste ataque ocorre quando o browser força a instalação de um software novo não autorizado. 

Estes são alguns dos ciberataques mais conhecidos e utilizados. Contudo, existem várias medidas que pode desde já adotar para melhorar a cibersegurança da sua empresa e, assim, diminuir significativamente a probabilidade de ser atacado.

7 dicas para melhorar a cibersegurança da sua empresa

A maior parte dos ataques ocorrem por permissão irrefletida dos utilizadores; por isso, as ações de prevenção encontram-se ao alcance de todos. Aqui estão algumas das principais recomendações a adotar já na sua empresa.

1. Faça da segurança uma cultura

Os gestores das empresas devem apoiar e estimular todas as iniciativas de cibersegurança. Difunda essa cultura por meio de ações de formação e de disponibilização de material informativo para que os seus colaboradores possam facilmente identificar possíveis ameaças e responder em conformidade. Na verdade, o reforço da segurança está, em larga medida, nas mãos dos utilizadores.

2. Faça backups frequentes

Os backups garantem que não perde os seus dados caso seja vítima de um ciberataque. A sua cópia de segurança deve ser mantida num local não ligado ao local original dos dados, evitando assim que também o backup seja atacado. Automatize o processo de backup para garantir que ocorre mesmo se não se lembrar de o fazer, e escolha diferentes locais para que os criminosos não consigam aceder a todas as áreas.

3. Mantenha os seus softwares e dispositivos atualizados

Garantir que os seus softwares e dispositivos estão sempre atualizados significa que também terá as atualizações de segurança mais recentes. Dessa forma, não fica exposto às vulnerabilidades das versões antigas, que são o grande alvo dos cibercriminosos. As marcas que comercializam softwares e equipamentos fazem altos investimentos para desenvolver atualizações com vista a uma segurança mais robusta, pelo que as deve acompanhar assim que estiverem disponíveis. Esta recomendação é especialmente importante para software de proteção antivírus.

4. Prefira passwords fortes e únicas

Se tiver uma password para todas as suas contas, não será difícil para os cibercriminosos acederem a todas elas. Por outro lado, se usar uma password diferente para cada conta, e se apenas uma for comprometida, todas as outras ficam livres de risco. Ainda, escolha passwords difíceis de prever. Por exemplo, evite datas de nascimento e sequências lógicas. Prefira passwords longas, com 12 ou mais caracteres, combinando maiúsculas, minúsculas, números e símbolos. Nunca as guarde no browser e não as partilhe.

5. Ative a autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores é uma camada adicional de segurança para o login nas suas contas. Para além da password, esta autenticação exige também que forneça um código adicional que é enviado por SMS ou email. Desta forma, é confirmada a identidade de quem está a tentar aceder à conta. Esta é uma das medidas mais eficazes contra os ciberataques – mesmo se a sua password for roubada, não será possível aceder à sua conta. Se ainda não ativou a autenticação de dois fatores, faça-o assim que possível.

6. Desconfie de e-mails suspeitos

Se um e-mail lhe parecer suspeito, provavelmente é malicioso. Não clique em nenhum link nem faça download de nenhum anexo proveniente de emails ou SMS inesperados ou inabituais. Os atacantes têm vindo a aperfeiçoar as suas táticas, e podem enviar mensagens que parecem de empresas ou marcas reais, com ofertas ou apelos urgentes. Use da maior cautela e contacte o remetente pelos canais habituais para verificar a autenticidade da comunicação recebida.

7. Instale o Certificado de Segurança SSL no seu website

Certamente já terá reparado, quando navega na internet, que o URL de alguns websites começa por “http://” e outros por “https://”. O que é este “s” e o que representa? Trata-se da tecnologia SSL (“Secure Sockets Layer”), que encripta a comunicação entre o servidor e os visitantes do seu website. Isto significa que informações confidenciais, como cartões de crédito, nomes de utilizadores, passwords e outros dados sensíveis que passam pelo seu website, são protegidas, o que é especialmente importante em lojas online. Além disso, transmite uma imagem de segurança aos seus clientes. Por isso, se ainda não o fez, ative o certificado SSL no seu website.

Estas são algumas das principais estratégias para proteger as empresas de ataques cibernéticos. Com os devidos cuidados, pode evitar que a sua marca seja alvo deste tipo de golpes.

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